sábado, 9 de maio de 2009

O Novo Jeito (de novo)

A Revista Veja que vai as bancas essa semana traz uma reportagem com a divulgação de cerca de 10% do conteúdo das gravações que Lair Ferst fez de reuniões e conchavos tucanos nos últimos anos.

As "supostas" gravações ganham agora status público e documental. O próprio discurso da Governadora agora é outro. Se antes, quando o PSOL ameaçava divulgar o conteúdo das gravações ela dizia que "não ia entrar em briga de bêbados"; agora ela diz que "não entende como um amigo pode gravar outro amigo" ! Que mudança, hein?!!

No site da revista Veja estava, até ontem, um trecho da matéria (na íntegra apenas para assinantes). Hoje ao tentar retornar lá e linkar aqui o trecho já bastante revelador, para minhasurpresa: todo o conteúdo relativo ao RS e o governo Yeda está bloqueado e com acesso apenas para assinantes!!!!!!!!!!! Ainda não li a edição impressa, mas muito material já circula pela internet comentando e repercutindo a referida matéria. Destaque para o RS Urgente que, antes do site esconder o fragmento, divulgou na íntegra (leia aqui!) e seguiu repercutindo a notícia (vale a pena acompanhar a entrevista da "viúva" de Marcelo Cavalcante, Magda Koenigkan. Só pra deixar o pessoal com "água na boca" com a entrevista, deixo uma palhinha, sobre se havia ou não Caixa 2 na campanha do PSDB-45-YEDA:
Marcelo falava em caixa dois?
Até do caixa dois do caixa dois. Marcelo deu os 400 000 reais a Carlos Crusius no comitê da campanha. Crusius agradeceu e foi para uma sala mais reservada, enquanto Marcelo conversava com fornecedores que esperavam para receber o dinheiro que lhes deviam. Aí, Crusius apareceu e disse: "Quero me desculpar. Não conseguimos o dinheiro. Vamos precisar de mais um prazo. Espero sua compreensão".
Como Marcelo reagiu?
Foi tirar satisfações com Crusius. Ele sempre me repetia essa história. Contava que disse a Crusius: "Como não tem dinheiro? Entreguei na sua mão". Marcelo acreditava que Crusius escondia tudo da governadora. Mas ela justificou a história. Chegou e disse: "Marcelinho, Crusius quer pagar uma dívida antiga nossa que está apertando a gente e, se sair na mídia, não vai ser bom". Marcelo se indagava sobre que dívida era aquela. Ele, que cuidava das finanças dela, não conhecia essa dívida.
EM TEMPO: Yeda, que havia decorado a sorridente edição do jornal do almoço de sexta-feira por longos e amigáveis minutos ao lado de Lasier e sua turma; hoje concedeu (sic) entrevista coletiva no Pirtatini para comentar a reportagem de VEJA. A propósito, apenas jornalistas CONVIDADOS puderam entrar na coletiva! Por quê , hein??!?!?!
Todas essas "novidades" movimentaram a cena política nas últimas horas. O Dep Raul Pont (PT) afirma que as assinaturas necessárias para a abertura d euma CPI já estão praticamente garantidas após a entrevista da Magda! Imagino até o Carlos Crusius (ex da governadora) entoando um derradeiro e tardio "Cala a boca, Magda!"...

RS Urgente

Sem explicações o endereço do RS Urgente foi surrupiado (!!!!)

Agora devemos acessar pelo blogspot.

www.rsurgente.blogspot.com

Vai saber o q houve...?!?!?!

O Dialógico tem uma pista...

domingo, 3 de maio de 2009

A Revolta das Galinhas

Que pra aguentar nossa lida na Rede Estadual com Yeda e Mariza só com muita força de vontade e criatividade não é novidade pra ninguém!

Um desses guerreiros (ou malucos) que fazem as escolas funcionar e receber nossa comunidade e ainda arrancar uma ponta de alegria e esperança das mentes e corações é o meu amigo Jorge Claudemir, o Seu Jorge, companheiro também blogueiro, que assim se define:

- Poeta e declamador - Funcionário de escola, Nivel II, recebendo um salário básico de R$ 505,00 (Salário Mínimo, apartir de Janeiro), cursando o terceiro ano de Direito e sem nenhuma perspectiva de aproveitamento na área educacional (burrice institucionalizada). Enquanto o governo reclama da falta de professores, existem muitos colegas formados esperando uma chance!

Olha o que escreveu:

A REVOLTA DAS GALINHAS.
Cá pras bandas do Rio Grande
me surgiu um fato estranho;
Pra contar até me acanho
que é deveras engraçado:
pois, na história deste pago
o mais fraco não se achica
e nem o tal de “Freud” explica
o que se deu pra estes lados.

Veio da querência do norte
uma fêmea de lagarto,
que chegou de senho alto
e um bando de lagartinho,
com ganas de achar caminho
que levasse a um galinheiro,
pra num golpe bem matreiro
se aboletar pelos ninhos.

Dali, seria mais fácil
alimentar sua ninhada.
Com a estratégia traçada
a “teiú” rondou o momento,
e não demorou muito tempo
pra que os galos se descuidassem
e a prole, então, se ajeitasse
pra buscar o seu sustento.

Não demorou a teatina
tomou conta do poder,
e a primeira coisa a fazer
foi assinar um decreto:
que a galinhada, por certo
poria dois ovos por dia,
um para alimentar suas crias
e outro pra pagar os excessos.

Mudou bastante os costumes,
de há muito no galinheiro,
os galos perderam o poleiro
e lhes diminuíram a ração,
se quisessem ganhar o pão
tinham de cuidar pintinhos
e os frangotes mais novinhos
comiam e dormiam no chão.

Tinha galo de cara feia
e galinha de má vontade,
reclamando, barbaridade,
do trabalho e do imposto;
já não se achavam dispostos
nem pra chocar pintinhos,
mal o ovo caía no ninho
já virava tira-gosto.

E a lagarta roncando grosso
ditando lei pros dois lados,
trazia o galinheiro espichado
num arrocho de dar medo.
Mas, já não era segredo
que os galos urdiam trama
e as reuniões da galinhama
aconteciam de manhã cedo.

Os lagartos levantam tarde
e as galinhas de madrugada,
foi na hora desencontrada
que se formou a revolução
lá pelos fundos do galpão
a fofoca era “a la farta”,
as idéias eram parcas
mas acharam a solução.

Que sonegariam os ovos:
foi aceito em assembléia;
as galinhas deram a idéia,
e passaram logo a vigília,
escorraçariam a pandilha
que estava ali de estorvo;
não botariam um ovo
pra alimentar a quadrilha.

E assim se deu o motim
por todo aquele recinto,
os lagartos meio famintos,
recorriam a despensa,
alguns firmavam a crença
que o outro havia-o roubado
e quase desesperados
iniciaram as desavenças.

Foram passando os dias
e o bando se dispersando
os mais espertos migrando
pra galinheiros mais fartos
porque a sina de lagarto
e viver de ovo e mel,
e se lhe faltar o farnel
logo ele muda de mato.

Ficou só a lagarta velha
comendo a própria cola,
vivendo meio de esmola
e da bondade das aladas,
mas, na primeira bolada
se manda a campo fora
que é melhor ir-se embora
e escapar da cachorrada.

Vai chegar de cola curta
na sua antiga morada,
mas, com a língua afiada
e se gabando da sorte,
dizendo-se muito forte,
ainda que meio tonta,
e vai querer tomar conta
dos galinheiros do norte.

Os galináceos aprenderam
que alguém tem de mandá-los,
mas, terá que ser um galo
que conheça o galinheiro,
não um lagarto “oveiro”,
ou sorro magro de grota;
se há quem conheça a volta
porque aceitar “breteiro”.

Tomara, nunca mais venha
cá pras bandas do rincão,
que fique lá no seu chão
melando umas lixiguanas,
pois, mandante aragana
não há de aparecer duas,
que os galos tiram na pua
outra lagarta tirana.



Tomara, Seu Jorge...Tomara!!!!!

sábado, 2 de maio de 2009

Swine Flu

Coisas da Política - A gripe dos porcos e a mentira dos homens
Mauro Santayana

O governo do México e a agroindústria procuram desmentir o óbvio: a gripe que assusta o mundo se iniciou em La Glória, distrito de Perote, a 10 quilômetros da criação de porcos das Granjas Carroll, subsidiária de poderosa multinacional do ramo, a Smithfield Foods.

La Glória é uma das mais pobres povoações do país. O primeiro a contrair a enfermidade (o paciente zero, de acordo com a linguagem médica) foi o menino Edgar Hernández, de 4 anos, que conseguiu sobreviver depois de medicado.

Provavelmente seu organismo tenha servido de plataforma para a combinação genética que tornaria o vírus mais poderoso. Uma gripe estranha já havia sido constatada em La Glória, em dezembro do ano passado e, em março, passou a disseminar-se rapidamente.

Os moradores de La Glória – alguns deles trabalhadores da Carroll – não têm dúvida: a fonte da enfermidade é o criatório de porcos, que produz quase 1 milhão de animais por ano. Segundo as informações, as fezes e a urina dos animais são depositadas em tanques de oxidação, a céu aberto, sobre cuja superfície densas nuvens de moscas se reproduzem. A indústria tornou infernal a vida dos moradores de La Glória, que, situados em nível inferior na encosta da serra, recebem as águas poluídas nos riachos e lençóis freáticos. A contaminação do subsolo pelos tanques já foi denunciada às autoridades, por uma agente municipal de saúde, Bertha Crisóstomo, ainda em fevereiro, quando começaram a surgir casos de gripe e diarreia na comunidade, mas de nada adiantou. Segundo o deputado Atanásio Duran, as Granjas Carroll haviam sido expulsas da Virgínia e da Carolina do Norte por danos ambientais. Dentro das normas do Nafta, puderam transferir-se, em 1994, para Perote, com o apoio do governo mexicano. Pelo tratado, a empresa norte-americana não está sujeita ao controle das autoridades do país. É o drama dos países dominados pelo neoliberalismo: sempre aceitam a podridão que mata.

O episódio conduz a algumas reflexões sobre o sistema agroindustrial moderno. Como a finalidade das empresas é o lucro, todas as suas operações, incluídas as de natureza política, se subordinam a essa razão. A concentração da indústria de alimentos, com a criação e o abate de animais em grande escala, mesmo quando acompanhada de todos os cuidados, é ameaça permanente aos trabalhadores e aos vizinhos. A criação em pequena escala – no nível da exploração familiar – tem, entre outras vantagens, a de limitar os possíveis casos de enfermidade, com a eliminação imediata do foco.

Os animais são alimentados com rações que levam 17% de farinha de peixe, conforme a Organic Consumers Association, dos Estados Unidos, embora os porcos não comam peixe na natureza. De acordo com outras fontes, os animais são vacinados, tratados preventivamente com antibióticos e antivirais, submetidos a hormônios e mutações genéticas, o que também explica sua resistência a alguns agentes infecciosos. Assim sendo, tornam-se hospedeiros que podem transmitir os vírus aos seres humanos, como ocorreu no México, segundo supõem as autoridades sanitárias.

As Granjas Carroll – como ocorre em outras latitudes e com empresas de todos os tipos – mantêm uma fundação social na região, em que aplicam parcela ínfima de seus lucros. É o imposto da hipocrisia. Assim, esses capitalistas engambelam a opinião pública e neutralizam a oposição da comunidade. A ação social deve ser do Estado, custeada com os recursos tributários justos. O que tem ocorrido é o contrário disso: os estados subsidiam grandes empresas, e estas atribuem migalhas à mal chamada "ação social". Quando acusadas de violar as leis, as empresas se justificam – como ocorre, no Brasil, com a Daslu – argumentando que custeiam os estudos de uma dezena de crianças, distribuem uma centena de cestas básicas e mantêm uma quadra de vôlei nas vizinhanças.

O governo mexicano pressionou, e a Organização Mundial de Saúde concordou em mudar o nome da gripe suína para Gripe-A. Ao retirar o adjetivo que identificava sua etiologia, ocultou a informação a que os povos têm direito. A doença foi diagnosticada em um menino de La Glória, ao lado das águas infectadas pelas Granjas Carroll, empresa> norte-americana criadora de porcos, e no exame se encontrou a cepa da gripe suína. O resto, pelo que se sabe até agora, é o conluio entre o governo conservador do México e as Granjas Carroll – com a cumplicidade da OMS.

Sexta-feira, 01 de Maio de 2009 - 00:00

quinta-feira, 30 de abril de 2009

IEPF: 8 anos

Apresentando um brasileiro

Era uma segunda-feira como outras tantas ao longo dos últimos oitenta e quatro anos. No entardecer nordestino da bela e eterna Recife, no dia 19 de setembro de 1921, nascia PAULO REGLUS NEVES FREIRE.
Criança exigente e observadora. Deu seus primeiros passos apenas quando tinha firmeza para uma boa corrida.
Aprendeu a ser curioso enquanto lia seu mundo infantil. Aprendeu o diálogo e a tolerância crescendo com o amor de sua mãe católica, D. Edeltrudes, e com o afeto de seu pai espírita, S. Joaquim. O prazer de ler e escrever, experimentou antes de ir à escola; à sombra das mangueiras, no quintal de sua casa, riscando o chão com palavras do seu cotidiano.
Aos 6 anos, na aula de sua primeira professora - Eunice -, Paulo estabelece uma grande parceria pedagógica. Menino curioso, adorava formar sentenças, onde usava as palavras que já conhecia para chegar a novas variantes e combinações lingüísticas. Anos depois, já exilado pelos militares, ainda se corresponderia com sua primeira professora.
Em 1929, sua sina nordestina seria marcada pela grave crise econômica. Em um Brasil de base econômica essencialmente agro-exportadora os efeitos da crise mundial foram bruscos e intensos. Paulo, aos 8 anos, experimenta a fome e o empobrecimento de sua família. Os FREIRE mudam-se para Jaboatão, cidadezinha nas vizinhanças da capital pernambucana. Lá, Paulo conhece a dor da perda do pai aos 13 anos e a angústia das privações materiais.
Mas é também lá que Paulo sente a alegria de jogar futebol, nadar no Rio Jaboatão, conhecer as gentes de sua terra, entender-lhes a vida e a cultura. É lá que apaixona-se pelo estudo da sintaxe popular e erudita da Língua Portuguesa. "Jaboatão foi um espaço-tempo de aprendizagens (...) do equilíbrio entre o ter e o não-ter, o ser e o não-ser, o poder e o não-poder, o querer e o não-querer. Assim forjou-se Freire na disciplina da esperança". (Pedagogia da Esperança, 1992; p.222).
O jovem Paulo, rapaz magro e anguloso, ingressa ao 16 anos no Colégio Oswaldo Cruz para cursar o ginásio. Nesta idade os meninos que tinham dinheiro já iam para a universidade. Paulo teve sua vida escolar marcada pelas dores da fome e da pobreza e só continuou estudando devido à generosidade do diretor do colégio que concedeu-lhe uma bolsa integral.
Aos 22 anos de idade ingressa na secular Faculdade de Direito do Recife, único curso na área de ciências humanas existente à época em Pernambuco.
Em 1944, casa-se com Elza, educadora primária, com quem teve cinco filhos: Mª Madalena, Mª Cristina, Mª de Fátima, Joaquim e Lutgardes.
Torna-se professor de Língua Portuguesa na escola que o acolheu na adolescência. Abandona a advocacia quando precisa executar a dívida de um jovem dentista que só poderia pagá-lo entregando seu material de trabalho, única fonte de sustento. Neste momento Paulo confirma sua grande vocação para a coerência entre seu pensamento e sua vida.
Convidado para dirigir o Setor de Educação e Cultura do SESI em 1947, aprofunda sua reflexão sobre a sociedade brasileira e sua crítica ao modelo educativo tradicional, mais tarde chamado de "bancário" em função de sua relação estanque e não-dialógica com o conhecimento. Com a experiência dos Círculos de Cultura no SESI, Paulo sistematiza o que sua experiência vivida já lhe mostrara: a escola tradicional não respeita as classes populares.
Em 1959, já Doutor em Filosofia e História da Educação, é admitido como professor da Universidade do Recife, onde passa a viver alguns conflitos com a rigidez dogmática do espaço acadêmico.
Apaixonado pelo povo e pela cultura do Brasil, não podia compactuar com o analfabetismo de quase metade da população do nordeste e lançou-se em um projeto visionário de alfabetização de jovens e adultos trabalhadores. Na distante cidade de Angicos, no Rio Grande do Norte, em 1963, Paulo teve a ousadia de alfabetizar 300 agricultores e agricultoras em apenas 40 horas!
Com uma concepção de alfabetização que partia dos saberes prévios e de uma análise coletiva da cultura e dos problemas locais, em Angicos materializou-se o Método Paulo Freire. Foi a articulação concreta de uma teoria do conhecimento visionária e emancipadora.
A repercussão da experiência de Angicos rendeu um convite pelo então Ministro da Educação do Governo JANGO, para que Paulo implantasse um programa de alfabetização para alcançar 5 milhões de brasileiros.
Sentindo-se ameaçadas, as classes dominantes acabaram com o programa em apenas duas semanas após o golpe militar de 1º de abril (em 14 de abril de 1964 o programa foi extinto pelo Decreto 53.886).
Com uma passagem pela cadeia militar em Olinda e pressentindo o perigo que por cerca de 20 anos rondou aqueles e aquelas que amavam seu país, Paulo parte para o exílio em direção à Bolívia. Passa pelo Chile, onde escreve sua grande obra "Pedagogia do Oprimido" em 1968. Vive também nos EUA e Suíça. Torna-se colaborador e consultor da UNESCO e do Conselho Mundial de Igrejas. Andarilhou pelo mundo. Visitou os cinco continentes semeando a utopia e a convicção de que a mudança é possível.
Foi professor da Universidade de Genebra. Recebeu mais de 43 títulos de Doutor Honoris Causa. Colaborou profundamente com o processo de descolonização da África.
Ironicamente, ao tentar calar Paulo Freire, aqueles que o expulsaram do Brasil acabaram por amplificar sua voz. De uma experiência nordestina e brasileira, passou a uma experiência latino-americana, norte-americana, européia, africana, mundial. Paulo se tornou cidadão do mundo não apenas porque visitou boa parte deste planeta, mas também porque sua vida foi um testemunho de intenso amor às pessoas, à liberdade, à natureza e à luta por uma sociedade mais justa e menos perversa.
Ao voltar do exílio, em agosto de 1979, começa - como ele dizia - a "re-aprender" o Brasil. Dedica-se ao esforço pela redemocratização do país. Funda com tantos outros sonhadores e sonhadoras o Partido dos Trabalhadores. Leciona na PUC-SP e na UNICAMP. Fica viúvo em 1986. Casa-se novamente em agosto de 1988 com Ana Maria Araújo Freire.
Participa como Secretário de Educação da cidade de São Paulo durante o governo popular de Luíza Erundina, onde constituiu o MOVA-SP, Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos.
Autor de mais de duas dezenas de importantes livros, recebeu prêmios e homenagens às centenas, espalhados pelos quatro cantos do mundo. Sua vida e obra são referência para estudos e instituições em mais de noventa países.
Este cidadão nos deixou em 2 de maio de 1997. Mas seu pensamento continua atual e vigoroso. A teoria da educação de base freireana não continua válida apenas porque ainda há opressão, mas também porque responde à necessidades da educação atual. A necessidade de promover um diálogo entre os diferentes saberes e principalmente a necessidade de construir uma escola que acalente o sonho das gentes que vivem e convivem com seus projetos de vida, querendo mais democracia, querendo mais justiça, querendo mais solidariedade, enfim, é a essa gente, queredora de tantas coisas, que queremos cumprimentar.
Neste oitavo aniversário, nós do Instituto Estadual Paulo Freire queremos saudar a todos e todas que teimam e insistem em ter esperança!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Informação sindical


Na última Assembléia Regional do CPERS, aqui no 21º núcleo, algumas companheiras levantaram a questão de que os materiais produzidos pela nossa entidade, têm pautado apenas o enfrentamento com o Governo Yeda (como se isso fosse pouco ou desnecessário!) e deixado de informar a categoria. Opinião da qual discordei por dois motivos.

Primeiro porque entendi as razões e opções do grupo que tenta minimizar as ações do nosso CPERS, são colegas que tem algum compromisso com forças políticas que fazem o jogo do governo.

E em segundo lugar, porque não é nada disso mesmo! Nossos materiais tem alcançado uma qualidade de informação e formação que há muito tempo se exigia e esperava de um sindicato como o nosso.

Fazendo a discussão da luta sindical imediata e histórica, pautando as questões jurídicas e de direitos, sem esquecer o debate pedagógico que deve perpassar nossos locais de trabalho. Só quem não lê pode manter opinião diferente e, mesmo que discorde de alguns pontos de vista expostos - e o nosso CPERS é tão plural que expressa isso desde a base até a a composição da direção atual - não poderá dizer que esses temas não estão propostos e que a pauta "só enxerga um lado!" , como bradavam alguns raivosos na Assembléia.

Convido a categoria e a sociedade a conhecerem a última edição da nossa Sineta que aborda de forma crítica e com alguma profundidade temas como: os modelos de gestão pública e a educação; orçamento público e investimentos em políticas públicas; gestão democrática e cidadania, a defesa de uma educação Básica do Campo; municipalização do ensino e avaliação por desempenho, temas atualíssimos na agenda educacional que precisam ser compreendidos pela categoria.

Nossa discussão e defesa firme do Piso Nacional passa pela comprensão das diferentes posições gestoras nos Estados, Municípios e na União e para isso convidamos à leitura da Edição especial da SINETA, clicando aqui ou conseguindo um exemplar impresso nos núcleos ou escolas.

Boa leitura!