sábado, 5 de junho de 2010

Mais uma pesquisa... iiiihhhh(burp)

O IBOPE divulgou nova pesquisa.
Após ter sido desmentido ou, pelo menos, contrariado por diferentes institutos de pesquisa, o IBOPE divulga novos números.

Quando o IBOPE insistia em uma vantagem pró-Serra, todas as outras pesquisas de intenção de voto apontavam o crescimento de Dilma Roussef. E mais: apontavam que Dilma já está superando Serra na intenção de votos e pode, inclusive - é uma possibilidade - encerrar a eleição já no 1º turno.

Mas o IBOPE não se entrega!
Em nova pesquisa, anunciada hoje, para não dar o braço a torcer e admitir que seus resultados anteriores, no mínimo, destoavam dos demais levantamentos, o IBOPE apresenta um empate técnico entre o tucano e a petista.

O empate não é espantoso. A eleição ainda está indefinida, mas mais curioso têm sido a forma de divulgação deste "novos" números. Em geral, os grandes portais e os "principais" veículos de comunicação do centro do país apresnetam manchetes no sentido de enfatizar que "Estão empatados", "Ninguém vence no 1º turno", manchetes milimetricamente calculadas para ofuscar as dificuldades do candidato sem vice firmar-se.

A impressão que causa ao primeiro olhar é que, após semanas de crescimento de Dilma, agora Serra começa sua arrancada triunfal; só que, nas entelinhas (miúdas) o próprio Ibope afirma que Dilma cresceu 5 pontos e Serra caiu 3.
- Vai catar coquinho, José!

Humor boquirroto
No portal UOL colocaram um "suposto" analista para comentar a pesquisa. Entre as pérolas de Fernando Rodrigues está a afirmação de que, em junho, Dilma não apareceu ao lado de Lula e por isso não teve crescimento (apesar de o resultado da pesquisa apontar para aqueles 5% +)... Mas analisar o desempenho no mês de junho?? Numa pesquisa realizada entre 31 de maio e 3 de junho?? Ahhhhh... faça-me o favor! É muita forçação de barra! Vamos respeitar a inteligÊncia das pessoas! Até o xilique do Serra com o tal dossiê (feitiço contra o feiticeiro?) foi menos ridículo!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Lei Nº 8.429, de 02 de junho de 1992

São pouco mais de vinte artigos de uma lei que, conforme a ementa:
Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras providências.
Aí, depois de conhecer melhor a lei, estudando para concurso, chego ao seguinte:
Rio de Janeiro, 2 de junho de 1992; 171° da Independência e 104° da República.

FERNANDO COLLOR  <--- ??????
Célio Borja


Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 3.6.1992

É de doer!!!!!!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Fanatismo e Fundamentalismo

Tariq Ali
"Acho que devemos começar a falar sobre uma palavra muito usada nos últimos anos: fundamentalismo. Uma palavra que começa com "F"; e vou agora ligá-la a outra palavra, que é também usada ou que tem sido usada através dos séculos, que é a palavra fanatismo. A palavra fanatismo tem a sua origem nas antigas Grécia e Roma e deriva da palavra fano. Fano se refere a templo ou santuário. Dessa forma, a palavra fanatismo tem, automaticamente, um significado religioso, que se refere a alguém que é um extremista religioso. Esta palavra - fanático - tem sido constantemente denunciada e atacada pelos pensadores do Iluminismo, contrários ao fanatismo e ao racionalismo. Atualmente, essas duas palavras... - e houve um enorme debate nesse sentido, porque alguns se opuseram, da mesma forma como o fez Rousseau contra a maioria dos Iluministas - sem algum grau de fanatismo, não se podem promover mudanças. E, caso você venha a ser como os filósofos Iluministas, afirmou Rousseau, relaxe e aproveite a vida, mas não alcançará nada com isso. Então, como ele afirmou em "Confissões", o fanatismo tem certos valores. Com isso, ele estava querendo dizer que, quando uma pessoa se dirige a uma ação, não tem que ser cem por cento razoável já que, se as pessoas forem total e completamente racionais, não conseguirão fazer absolutamente nada. Este é, portanto, um debate interessante, o qual ocorre desde aqueles tempos. Mas, inicialmente, a palavra fanatismo foi totalmente ligada ao fanatismo religioso. Da seguinte maneira: uma pessoa que, em defesa de seu santuário, de seu templo, igreja, sinagoga ou mesquita, está preparada para fazer o que for necessário para defender o que acha que precisa ser defendido.

Mais tarde, apareceu a palavra fundamentalismo. Esta palavra surgiu, essencialmente, do Cristianismo. Não existe, no idioma árabe, uma palavra para fundamentalismo. Trata-se de uma palavra que apareceu durante as guerras da Reforma, que apareceu mais fortemente durante a ruptura protestante do Catolicismo, e os protestantes costumavam descrever-se a si mesmos como fundamentalistas. As origens dos Estados Unidos da América, um país criado pelos protestantes fundamentalistas - pessoas que fugiram da Grã-Bretanha para tomar o país de outros - enfim, as origens daquele país foram fundadas nesse fundamentalismo. Faz parte da memória histórica dos fundadores e, apesar da constituição dos Estados Unidos ser totalmente secular - porque Jefferson e outros foram guiados pelo Iluminismo -permaneceu um forte rastro do fundamentalismo protestante na cultura americana.

Iniciei com tais colocações para reverter aquilo que é normalmente discutido quando se fala sobre fundamentalismo. De todos os países do Ocidente, os Estados Unidos são o país mais religioso. Basta dar uma olhada nas leis e nas estatísticas que surgem nos Estados Unidos: os números são bastante interessantes. Especialmente em contraste com a Europa ou mesmo com outros países do Hemisfério Sul. Ao se interrogar a população americana, descobre-se que noventa por cento acredita em Deus e setenta por cento acredita em anjos. Sob o meu ponto de vista, seria mais progressivo se noventa por cento acreditasse em anjos e setenta por cento acreditasse em Deus, porque, para esses, os anjos têm um lado surrealista. Podemos imaginar que acreditar em anjos é algo criativo, mas acreditar em Deus presume uma característica sólida, com a qual é difícil romper. Assim que, hoje, depois de um longo período de tempo, há uma administração nos Estados Unidos na qual o presidente é um fundamentalista. Dessa maneira ele se confessa: como um cristão renascido. Que ele renasceu, nós já sabemos e, que ele renasceu como cristão, ele já nos contou. O Ministro da Justiça americano, o general John Ashcroft, é um fundamentalista cristão e inicia seu trabalho, pela manhã, no Departamento de Justiça, segurando as mãos dos colegas e forçando-os a cantar hinos. Alguns dos quais eles escreveram e são maus. Temos, também, o General Boikin, que foi recentemente nomeado como Secretário de Defesa do Departamento de Inteligência. A palavra Inteligência está erroneamente colocada, porque esse general acaba de informar às pessoas que a única verdadeira religião é a sua visão de Cristianismo, que o seu Deus é superior ao Deus do Islamismo, a Alá, e que o seu Deus cristão sempre triunfará sobre Alá; ele continuou, então, a mostrar quão inteligente ele foi ao denunciar o Islamismo como sendo uma religião de idólatras. Qualquer um que tenha estado na escola e que estudou religião comparativa, sabe que há uma característica inerente ao Islamismo que é a de ser totalmente hostil a ídolos, a ponto de Mohamed ter deixado instruções que dizem que nunca deverão existir imagens dele; de que há apenas um Deus e nada mais. Não deve haver nenhuma imagem de pessoas que viveram na Terra. Até hoje, não temos permissão para mostrar imagens de Mohamed e, se forem mostradas, os seguidores se irritarão. Portanto, aí está esse general americano que veste o seu uniforme e vai pregar na igreja todos os domingos para dizer isso - é impressionante. É impressionante por se tratar do país mais poderoso do mundo, o único império mundial, sob o controle de pessoas assim. Esse é o fundamentalismo, o qual eu descrevi como sendo a mãe de todos os fundamentalismos; essa combinação de poder militar e econômico - esse credo particular. Houve um evento muito estranho depois da tragédia de 11 de Setembro. Duas semanas depois, houve um grande encontro num estádio de Nova York e lá estava o Presidente, o grande pensador, próximo ao Reverendo Billy Graham, outro grande pensador e pregador evangélico. E o Reverendo Billy Graham fez um discurso para as pessoas que ali estavam para lamentar a perda das pessoas que foram vítimas do atentado de 11 de Setembro, o qual todo o mundo lamentou. O Reverendo Billy Graham, durante o seu discurso, disse: "Senhor Presidente, eu recebi e-mails e telefonemas de todo o país. Centenas e milhares deles fazendo a seguinte pergunta: como Deus deixou que isso nos acontecesse?" E todos esperaram pela resposta de Billy Graham - afinal de contas, ele é o mais antigo pregador cristão. O que ele iria responder? Todos o olharam, até mesmo o grande-presidente-pensador. E ele respondeu: "Eu tive que responder que não sei".


Portanto, acho que devemos colocar o fundamentalismo em perspectiva. Foi por isso que comecei a falar sobre os Estados Unidos da América: devemos colocar esse fundamentalismo em perspectiva. E o fanatismo também deve ser colocado em perspectiva."


Leia o texto de Tariq Ali, na íntegra no site CONTROVÉRSIA.

domingo, 30 de maio de 2010

Just Vision

A mídia, por só dar vazão aos atos de violência recíproca, tem MUITA responsabilidade pela permanência e continuidade dos conflitos entre judeus e palestinos.

Os atos violentos, praticados por fundamentalistas de ambos os lados, são amplamente divulgados e, por isso, acabam sendo a principal, quando não a única, forma de alcançar expressão.

"Se uma inciativa reunindo pacificamente judeus e árabes também tivesse repercussão mundial, cada vez menos atentados seriam vistos" - afirma Julia Basha. Brasileira, 29 anos. Foi aos EUA para aprofundar seus estudos em História do Oriente Médio e planejava prosseguir sesu estudos no Irã. Na espera do visto para lá, acabou aceitando um convite para trabalhar numa produção egípcia que resultou, lá por 2004, no documentário "Control Room", sobre a rede de notícial Al Jazeera e a cobertura da Guerra do Iraque realizada por canais "do outro lado".

Após este trabalho, Julia foi convidada para compor a Just Vision e consolidou-se como premiada documentarista da questão da Palestina.

Conheça mais sobre a organização no site JUST VISION

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Função Social da Propriedade

Decantada e perseguida nas lutas sociais por políticas fundiárias e agrícolas adequadas a um justo desenvolvimento, a função social da propriedade está bem definida na Lei 8629/93:

Art. 9º A função social é  cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo graus e critérios estabelecidos nesta  lei, os seguintes requisitos:
I - aproveitamento racional e adequado;
II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente;
III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho;
IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.
§ 1º Considera-se racional e adequado o aproveitamento  que atinja os graus de utilização da terra e de eficiência na exploração especificados nos §§ 1º a 7º do art. 6º desta lei.
§ 2º  Considera-se adequada a utilização dos recursos naturais disponíveis quando a exploração se faz respeitando a vocação natural da terra, de modo a manter o potencial produtivo da propriedade.
§ 3º Considera-se preservação do meio ambiente a manutenção das características próprias do meio natural e da qualidade dos recursos ambientais,  na medida adequada à manutenção do equilíbrio ecológico da propriedade e da  saúde  e qualidade de vida das comunidades vizinhas.
§ 4º A observância das disposições que regulam as relações de trabalho implica tanto o respeito às leis trabalhistas e aos contratos coletivos de trabalho, como às disposições que disciplinam os contratos de arrendamento e parceria rurais.
§ 5º A exploração que favorece o bem-estar dos proprietários e trabalhadores rurais é a que objetiva o atendimento das necessidades básicas dos que trabalham a terra, observa as normas de segurança do trabalho e não provoca conflitos e tensões sociais no imóvel.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Por que eu sou eu e você é você? Boa pergunta...

I Wish, I Wish


I wish I knew, I wish I knew
Eu queria saber, eu queria saber
What makes me me, what makes you you.
O que me faz ser eu, o que faz você ser você
It's just another point of view. Ooh..
É apenas outro ponto de vista, uuh...
A state of mind I'm going through. Yes..
Um estado da mente pelo qual estou passando, sim...
So what I see is never true. Ah..
Então o que eu vejo nunca é verdadeiro, ah...
 I wish I could tell, I wish I could tell
Eu queria poder dizer, eu queria poder dizer
What makes a Heaven, what makes a Hell
O que faz o Paraíso, o que faz o Inferno
And do I get to ring my bell? Ooh..
E eu consigo lembrar? Uuh...
Or land up in some dusty cell? No..

Ou aterrisar em alguma cela empoeirada? Não...
While others reach the big hotel? Yeah..

Enquanto outros chegam em um grande hotel? Sim...

I wish I had, I wish I had
Eu queria ter, eu queria ter
The secret of good and the secret of bad.
O segredo do bom e o segredo do mau
Why does this question drive me mad? Ah..
Por que essa pergunta me deixa louco? Ah...
'Cause I was taught when but a lad. Yes..
Porque me ensinaram assim quando eu era um garoto. Sim...
That bad was good and good was bad. Ah..
Que mau era bom e bom era mau, ah...

I wish I knew the mystery of
Eu queria conhecer o mistério
That thing called hate and that thing called love.
Daquela coisa chamada ódio e daquela coisa chamada amor
What makes the in between so rough? Ah..
O que faz do meio-termo tão difícil? Ah...
Why is it always push and shove? Ah..
Por que é sempre empurrar e impelir? Ah...
I guess I just don't know enough. Yes..
Acho que eu simplesmente não sei o suficiente, sim...