quarta-feira, 27 de maio de 2009

Brasil - Os dez estragos de FHC na Petrobras

do site Adital -

Fernando Leite Siqueira, selecionou dez estragos produzidos pelo Governo FHC no Sistema Petrobrás, que seguem:
1993 - Como ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás previsto para o ano de 1994, sem nenhuma fundamentação ou justificativa técnica. Ele teria inviabilizado a empresa se não tivesse estourado o escândalo do orçamento, envolvendo vários parlamentares apelidados de ‘anões do orçamento’, no Congresso Nacional, assunto que desviou a atenção do País, fazendo com que se esquecessem da Petrobrás. Todavia isto causou um atraso de cerca de 6 meses na programação da empresa, que teve de mobilizar as suas melhores equipes para rever e repriorizar os projetos integrantes daquele orçamento;
1994 - ainda como ministro da Fazenda, com a ajuda do diretor do Departamento Nacional dos Combustíveis, manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve aumentos mensais na sua parcela dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras derivados teve aumentos de 32%, acima da inflação, nas suas parcelas.
Isto significou uma transferência anual, permanente, de cerca de US$ 3 bilhões do faturamento da Petrobrás, para o cartel dessas distribuidoras.
A forma de fazer isto foi através dos 2 aumentos mensais que eram concedidos aos derivados, pelo fato de a Petrobrás comprar o petróleo em dólares, no exterior, e vender no mercado em moeda nacional. Havia uma inflação alta e uma desvalorização diária da nossa moeda. Os dois aumentos repunham parte das perdas que a Petrobrás sofria devido a essa desvalorização.
Mais incrível: a Petrobrás vendia os derivados para o cartel e este, além de pagá-la só 30 a 50 dias depois, ainda aplicava esses valores e o valor dos tributos retidos para posterior repasse ao tesouro no mercado financeiro, obtendo daí vultosos ganhos financeiros em face da inflação galopante então presente. Quando o plano Real começou a ser implantado com o objetivo de acabar com a inflação, o cartel reivindicou uma parcela maior nos aumentos porque iria perder aquele duplo e absurdo lucro.
1995 - Em fevereiro, já como presidente, FHC proibiu a ida de funcionários de estatais ao Congresso Nacional para prestar informações aos parlamentares e ajudá-los a exercer seus mandatos com respaldo de informações corretas. Assim, os parlamentares ficaram reféns das manipulações da imprensa comprometida. As informações dadas aos parlamentares no governo de Itamar Franco, como dito acima, haviam impedido a revisão com um claro viés neoliberal da Constituição Federal.
Emitiu um decreto, 1403/95 que instituía um órgão de inteligência, o SIAL, Serviço de Informação e apoio Legislativo, com o objetivo de espionar os funcionários de estatais que fossem a Brasília falar com parlamentares. Se descobertos, seriam demitidos.
Assim, tendo tempo para me aposentar, solicitei a aposentadoria e fui para Brasília por conta da Associação. Tendo recursos bem menores que a Petrobrás (que, no governo Itamar Franco enviava 15 empregados semanalmente ao Congresso), eu só podia levar mais um aposentado para ajudar no contato com os parlamentares. Um dos nossos dirigentes, Argemiro Pertence, mudou-se para Brasília, às suas expensas, para ajudar nesse trabalho;
Também em 1995, FHC deflagrou o contrato e a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobrás assinou em sua história. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 projetos de hidrelétricas em diversas fases, para tornar o gasoduto irreversível. Este fato, mais tarde, acarretaria o `apagão` no setor elétrico brasileiro.
As empresas estrangeiras, comandadas pela Enron e Repsol, donas das reservas de gás naquele país só tinham como mercado o Brasil. Mas a construção do gasoduto era economicamente inviável. A taxa de retorno era de 10% ao ano, enquanto o custo financeiro era de 12% ao ano. Por isto pressionaram o Governo a determinar que Petrobrás assumisse a construção. A empresa foi obrigada a destinar recursos da Bacia de Campos, onde a Taxa de Retorno era de 80%, para investir nesse empreendimento. O contrato foi ruim para o Brasil pelas seguintes razões: mudança da matriz energética para pior, mais suja, ficar dependente de insumo externo dominado por corporações internacionais, com o preço atrelado ao do petróleo e valorada em moeda forte; foi ruim para a Bolívia que só recebia 18% pela entrega de uma de suas últimas riquezas, a mais significativa. Evo Morales elevou essa participação para 80% (a média mundial de participação dos países exportadores é de 84%) e todas as empresas aceitaram de bom grado. E foi péssimo para a Petrobrás que, além de tudo, foi obrigada a assinar uma cláusula de ‘Take or Pay’, ou seja, comprando ou não a quantidade contratada, ela pagaria por ela. Assim, por mais de 10 anos, pagou por cerca de 10 milhões de metros cúbicos sem conseguir vender o gás no mercado nacional.
Em 1995, o governo, faltando com o compromisso assinado com a categoria, levou os petroleiros à greve, com o firme propósito de fragilizar o sindicalismo brasileiro e a sua resistência às privatizações que pretendia fazer. Havia sido assinado um acordo de aumento de salário de 13%, que foi cancelado sob a alegação de que o presidente da Petrobrás não o havia assinado. Mas o acordo foi assinado pelo então Ministro das Minas e Energia, Delcídio Amaral, pelo representante do presidente da Petrobrás e pelo Ministro da Fazenda, Ciro Gomes.
Além disto, o acordo foi assinado a partir de uma proposta apresentada pelo presidente da Petrobrás. Enfim, foi deflagrada a greve, após muita provocação, inclusive do Ministro do TST, Almir Pazzianoto, que disse que os petroleiros estavam sendo feitos de palhaços. FHC reprimiu a greve fortemente, com tropas do exercito nas refinarias, para acirrar os ânimos. Mas deixou as distribuidoras multinacionais de gás e combustíveis sonegarem os produtos, pondo a culpa da escassez deles nos petroleiros. No fim, elas levaram 28% de aumento, enquanto os petroleiros perderam até o aumento de 13% já pactuado e assinado.
Durante a greve, uma viatura da Rede Globo de Televisão foi apreendida nas proximidades de uma refinaria, com explosivos. Provavelmente, pretendendo uma ação sabotagem que objetivava incriminar os petroleiros. No balanço final da greve, que durou mais de 30 dias, o TST estabeleceu uma multa pesada que inviabilizou a luta dos sindicatos. Por ser o segundo maior e mais forte sindicato de trabalhadores brasileiros, esse desfecho arrasador inibiu todos os demais sindicatos do país a lutar por seus direitos. E muito menos por qualquer causa em defesa da Soberania Nacional. Era a estratégia de Fernando Henrique para obter caminho livre e sangrar gravemente o patrimônio brasileiro.
1995 - O mesmo Fernando Henrique comandou o processo de mudança constitucional para efetivar cinco alterações profundas na Constituição Federal de 1988, na sua Ordem Econômica, incluindo a quebra do monopólio Estatal do Petróleo, através de pressões, liberação de emendas dos parlamentares, barganhas e chantagens com os parlamentares (o começo do ‘mensalão’ - compra de votos de parlamentares com dinheiro desviado do erário público). Manteve o presidente da Petrobrás, Joel Rennó que, no governo Itamar Franco, chegou a fazer carta ao Congresso Nacional defendendo a manutenção do monopólio estatal do petróleo, mas que, no governo FHC, passou a defensor empedernido da sua quebra.
AS CINCO MUDANÇAS CONSTITUCIONAIS PROMOVIDAS POR FHC:
1) Mudou o conceito de empresa nacional. A Constituição de 1988 havia estabelecido uma distinção entre empresa brasileira de capital nacional e empresa brasileira de capital estrangeiro. As empresas de capital estrangeiro só poderiam explorar o subsolo brasileiro (minérios) com até 49% das ações das companhias mineradoras. A mudança enquadrou todas as empresas como brasileiras. A partir dessa mudança, as estrangeiras passaram a poder possuir 100% das ações. Ou seja, foi escancarado o subsolo brasileiro para as multinacionais, muito mais poderosas financeiramente do que as empresas nacionais. A Companhia Brasileira de Recursos Minerais havia estimado o patrimônio de minérios estratégicos brasileiros em US$ 13 trilhões. Apenas a companhia Vale do Rio Doce detinha direitos minerários de US$ 3 trilhões. FHC vendeu essa companhia por um valor inferior a que um milésimo do valor real estimado.
2) Quebrou o monopólio da navegação de cabotagem, permitindo que navios estrangeiros navegassem pelos rios brasileiros, transportando os minérios sem qualquer controle;
3) Quebrou o monopólio das telecomunicações, para privatizar a Telebrás por um preço abaixo da metade do que havia gastado na sua melhoria nos últimos 3 anos, ao prepará-la para ser desnacionalizada. Recebeu pagamento em títulos podres e privatizou um sistema estratégico de transmissão de informações. Desmontou o Centro de Pesquisas da empresa e abortou vários projetos estratégicos em andamento como capacitor ótico, fibra ótica e TV digital;
4) Quebrou o monopólio do gás canalizado e entregou a distribuição a empresas estrangeiras. Um exemplo é a estratégica Companhia de Gás de São Paulo, a COMGÁS, que foi vendida a preço vil para a British Gas e para a Shell. Não deixou a Petrobrás participar do leilão através da sua empresa distribuidora. Mais tarde, abriu parte do gasoduto Bolívia-Brasil para essa empresa e para a Enron, com ambas pagando menos da metade da tarifa paga pela Petrobrás, uma tarifa baseada na construção do Gasoduto, enquanto que as outras pagam uma tarifa baseada na taxa de ampliação.
5) Quebrou o Monopólio Estatal do Petróleo, através de uma emenda à Constituição de 1988, retirando o parágrafo primeiro, elaborado pelo diretor da AEPET, Guaracy Correa Porto, que estudava direito e contou com a ajuda de seus professores na elaboração. O parágrafo extinto era um salvaguarda que impedia que o governo cedesse o petróleo como garantia da dívida externa do Brasil. FHC substituiu esse parágrafo por outro, permitindo que as atividades de exploração, produção, transporte, refino e importação fossem feitas por empresas estatais ou privadas. Ou seja, o monopólio poderia ser executado por várias empresas, mormente pelo cartel internacional;
1996 - Fernando Henrique enviou o Projeto de Lei que, sob as mesmas manobras citadas, se transformou na Lei 9478/97. Esta Lei contem artigos conflitantes entre si e com a Constituição Brasileira. Os artigos 3º, 4º e 21, seguindo a Constituição, estabelecem que as jazidas de petróleo e o produto da sua lavra, em todo o território Nacional (parte terrestre e marítima, incluído o mar territorial de 200 milhas e a zona economicamente exclusiva) pertencem à União Federal. Ocorre que, pelo seu artigo 26 -- fruto da atuação do lobby sobre uma brecha deixada pelo Projeto de Lei de FHC -- efetivou a quebra do Monopólio, ferindo os artigos acima citados, além do artigo 177 da Constituição Federal que, embora alterada, manteve o monopólio da União sobre o petróleo. Esse artigo 26 confere a propriedade do petróleo a quem o produzir.
* Associação dos Engenheiros da Petrobras


--> E hoje a tucanalha quer CPI para investigar os ataques que Lula cometeu à Política de Desestatização !!!!!!!! Tem coisa que não dá pra engolir mesmo!!!!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Yeda vai cair...

Quando as denúncias apareceram e até na Veja divulgaram as tucanagens de Yeda eu passei a usar um tag para algumas subversões: o Yeda vai cair.

Afinal de contas, por muito menos já se degolou aqui nesse estado e, pelo jeito que a coisa vai, nõ haverá outro destino para Yeda mesmo...
Só que não era bem isso que eu pensava:Leia a comédia completa, devidamente registrada pela abelhinha


Na legenda desta foto, um destaque ao "bom humor" da Governadora
- ela brincou "bem que eu estava ouvindo uns barulhinhos!"
Que espirituosa!!!!!!!!!!


ENIGMA: fritaram de novo o RS Urgente????

uma imagem vale mais...




terça-feira, 19 de maio de 2009

LULA é da Paz !

Deu no El País !
Deu na Rádio da ONU !
Deu na UNESCO Brasília !
Deu na Agência Brasil (bem discretamente) !
Deu na Última Hora !
e em alguns canais e blogs alternativos, mas na grande imprenssa brasileira não deu nada! No New York Times também não deu! E olha que é uma notícia importante!
Pra quem não clicou nso links acima, trata-se do Prêmio pela Paz Félix Houphouët-Boigny concedido pela UNESCO desde a 1989 (veja aqui , em Inglês ou FrancÊs), sempre que alguma personalidade reúne condições ou realizações condizentes com o espirito do prêmio (ou seja, não é obrigatório que anualemnte seja alguém laureado; apenas quando algúém é reconhecidamente merecedor!)


"Decidimos conceder o Prêmio pela Paz Félix Houphouët-Boigny a Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República do Brasil, por suas ações em busca da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como por sua valiosa contribuição para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos das minorias", justificou o ex-presidente de Portugal Mario Soares, integrante do júri, ao anunciar a decisão.

Pois é, mas está tudo bem escondido pela nossa imprensa maior. Os grandes veículos de comunicação ignoraram solenemente esta premiação que credencia o presidente Lula, inclusive, ao PrÊmio Nobel da PAZ, já que, em oportunidades anteriores, esta premiação foi seguida depois pelo Nobel, na Suécia.


O Lula, aquele que a elite julga tão incapaz, é favorito ao Nobel da Paz. Nobel esse que ninguém no Brasil, mesmo da elite cheia de competência, jamais foi capaz de receber. Nem de chegar perto de ganhar (Augusto Boal, também ligado ao PT, foi concorrente ao Nobel da Paz por seu trabalho com o Teatro do Oprimido e inclusive é candidato, pós-morte, ainda esse ano, também). Sérgio telles - Opiniões.

Guantánamo

Ainda em janeiro, postando sobre a posse de Obama, uma das questões que mais me chamava a atenção era o possível fechamento da prisão de Guantánamo. Aventada durante a campanha e citada nas primeiras manifestações do Presidente, dava a entender que poderia se abrir uma nova época na política externa e na "Cruzada" contra o "terrorismo" das épocas Bushianas, mas como o Tio Sam é o mesmo não poderíamos nos iludir.
Presos políticos de Guantánamo voltarão a ter julgamento militar
do site Adital -

Na ultima sexta-feira, 15, o atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu reinstalar o Tribunal Militar na base de Guantânamo, em Cuba, local em que estão detidos presos políticos que respondem por supostos atos terroristas. Durante a campanha eleitoral, Obama prometeu que fecharia a prisão.

Nos primeiros dias como presidente, Obama assinou uma ordem executiva em que suspendia por 120 dias os julgamentos em Guantánamo e garantia a possibilidade de fechar a prisão no prazo de um ano. Para o professor do departamento de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Nildo Ouriques, que integra o Instituto de Estudos Latino-americanos (IELA), tal medida não mostrava que o presidente realizaria grandes mudanças na gestão, o que, agora, está sendo comprovado.

De acordo com o professor, o retorno dos Tribunais Militares mostra que "os Estados Unidos continuam violando a própria Constituição", pois "os juízes especiais [utilizados nesses Tribunais] não têm amparo jurídico nos Estados Unidos". Além disso, o professor ainda critica a promessa de Obama em fechar a prisão: "ele não tem que fechar as prisões, ele tem é que devolver Guantânamo aos cubanos", considera.

Para o professor, a atitude de Obama em relação a Guantânamo já era esperada. Ele afirma que, com o anúncio, começam a cair as esperanças dos que viam o presidente como "Jesus Cristo". Para Ouriques, o presidente é apenas um político americano e que, como tal, é o representante do imperialismo norte-americano. "Os eleitores de Obama certamente estão vendo como um político convencional", afirma.

Segundo o professor, o que se pode perceber é que o presidente estadunidense continua seguindo a política imperialista do país. "Obama está se comprovando ser o que seria um político americano", afirma. Para ele, quem se surpreendeu com a decisão do presidente era porque estava muito iludido. "Por que os Estados Unidos iam se tornar bonzinhos?", questiona.

O que também continua em questão será a forma do julgamento. Os Tribunais Militares, também chamados de "comissões militares" se estabeleceram na administração de George W. Bush para julgar suspeitos por atos de terrorismo. Vários organismos de direitos humanos criticam a prisão por manter pessoas sem o julgamento legal a que têm direito e por adotar práticas de tortura.

De acordo com informações da administração, os presos serão julgados através de um novo sistema que consistirá em uma série de "proteções legais" para os acusados. Entretanto, para Ouriques, a permanência de torturas na prisão ainda é uma "incógnita".

quinta-feira, 14 de maio de 2009

CPI Já !

O movimento pelo Fora Yeda já tem um novo endereço: o ZERO CORRUÇÃO !
Além da grande rede de debates, informações e (sub) versões que se contrapõem ao que os falastrões de sempre tentam divulgar; minimizando as acusações e dando guarida a todo e qualquer descalabro tucano, agora temos o ZERO CORRUPÇÃO !

Clique na imagem acima e conheça esse novo espaço; acompanhando o comportamento de nossa Assembléia Legislativa que tem, em suas mãos, a possibilidade de fazer história cumprindo seu papel republicano de apurar as denúncias (que não são poucas e nem desprezíveis).