
terça-feira, 31 de março de 2009
Informática e Educação: Governo Yeda (mais uma vez) mostrando as caras...

sexta-feira, 27 de março de 2009
Yeda e Maluff

Essa eu não resisti!!!!
Reproduzo (na cara dura) do Blog RS Urgente:
Comentário do deputado federal Paulo Maluf (PP), acusado de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, sobre a governadora Yeda Crusius (PSDB), em entrevista ao jornal O Pioneiro:
“Vou ser muito claro: confio 100% na honestidade da governadora Yeda. Eu também fui governador e sei que quem chega a ser governador ou presidente está escrevendo a sua biografia. Ninguém chega num cargo desses pretendendo fazer irregularidades. Se as pessoas não têm defeito quando chegam num cargo público, a oposição inventa. Eu acredito na honestidade da governadora, foi uma boa ministra do Planejamento no governo do Itamar, e tenho certeza de que ela tem uma história de luta. A mulher gaúcha é muito valorosa, e acho que ela vai vencer com uma administração correta, competente como está fazendo, sem as acusações mentirosas que a oposição faz a ela”.:
quarta-feira, 25 de março de 2009
Livros do mês
Neste trabalho o professor Sérgio Prieb analisa alguns teóricos do Marxismo (ou que pelo menos em algum momento se filiaram a essa corrente de pensamento), verificando algumas teses que se desenvolveram ao longo do século XX sobre as mudanças ocorridas na sociedade e, em especial, no proletariado. As teses de Adam Schaff e André Gorz são apresentadas e questionadas no sentido em que levam à retirada do papel histórico da classe trabalhadora. Apresentam-se enquanto revisões moderadas da teoria da luta de classes, que para os autores estava findando ou já era categoria inexistente na sociedade.
Visto isso, resta saber qual o destino da classe trabalhadora e do próprio trabalho. O "tempo livre" oferecido (sic) pelo Capitalismo e pela automoção do trabalho liberou os trabalhadores para quê? De que forma? Essa reflexão ganha mais importância numa conjuntura de crise em que, via de regra, o sistema capitalista faz do trabalho e dos trabalhadores a variável de ajuste, desempregando em massa mas mantendo os índices de lucro dos capitalistas. Sem dúvida é um bom e pertinente debate.
O Último Teorema de Fermat, de Simon Singh, da Editora Record.
Para falar dessa leitura começo reproduzindo questões que a Georgia, do blog Saia Justa encaminhou para repartir leituras entre blogueiros:
Gênero - Documentário...história da matemática Traducao - de Jorge Luiz CalifePor que resolveu ler este livro? Ele estava lá na escola, chegou em 2008. Me passou um certo ar de mistério e me instigou... também me trouxe uma lembrança de uma matéria que em algum dia eu li ou vi sobre o tal ùltimo teorema e a recompen$a oferecida a qem resolvesse.O livro é sobre... Matemática! Uma saga peloconhecimento humano desde a antiguidade até as unievrsidades do século XX, ligadas pelodesemvolvimento daquele que passou a ser chamado de o "maior enigma da matemática d etodos os tempo"...levou 358 anos para chegar a uma solução!O que achou mais interessante? A obstinação de gerações dematemáticos pela construção do conhecimento. A intensidade e a profundidade com quemuitos deram a vida pela matemática... e em especialalgumas curiosidades sobre a Irmandade Pitagórica, a participação feminian na história damatemática (desde a mulher de Pitagoras), as formas modulares e as equações elípticas que acabaram se transformando no "elo perdido" para o Teorema de Fermat.Outra coisa interessante foi a história de Fermat, matemático por diletantismo, nas horas vagas, acusado de "fanfarrão" pelos gênios da sua época.... legou um grande mistério para a humanidade lá no século XVII como se estivesse fazendo uma grande brincadeira....Pontos fracos? EU e meu pouco conhecimento da matemática.Pelo menos da aplicada e pura que aparece no livro, muitas coisas eu não peguei pela linha matemática...apenas pude acompanhar as contribuiç~eos de uma ´[epoca a outra, entre vários estudiosos/as como quem segue as pistas de um enigma e encaixa algumas sem entendê-las isoladamente....Mas aí já posso indicar umponto forte: permite que, mesmo quem não tenha aprofundamentos matemáticos, entenda e goste da his´ptoria e da própria matemática.Para quem indica? para todos os professores de matemática (principalmente aqueles que fazem da sua matéria um instrumento de poder e dominação pelomedo e mistério!) e para todos que tem medo da matemática e de seus professores de matemática!De um a dez, qual nota você dá? 8 (pq eu sou chato e detesto dar notas)
Nestes últimos casos, fiquei do lado de fora d aporta, apenas espiando, curiosa e respeitosamente as dimensões superiores de raciocínio e compreensão a que levam os números.
Paradoxalmente saí desse livro me sentindo mais íntimo da Matemática e, ao final, no passar da última página, também me senti um pouco como Andrew Willes ao finalmente comprovar e demonstrar o enigma que o acompanhou por décadas e desafiou o mundo por 358 anos:
"Há um sentimento de melancolia. Perdemos algo que há muito tempo estava conosco e que atraiu muitos de nós para a Matemática." (p. 286)
Da minha parte, acho que vou acompanhar as aventuras do Tio Petras na descoberta da Conjectura de Goldbach. Outro desafio da Matemática ao conhecimento humano.
Registre-se os organizadores Gilberto da Silva, José ANtônio dos Santos e Luiz Carlos Carneiro e que cada escola da Rede Estadual do RS receberam um exemplar (professor, estudante: peça na Direção para ver/ler esse livro!). Esse material colabora para suprir um vazio de materiais didáticos que deem conta do cumprimento da Lei 10639/03 que institui a presença dos temas Africanos e Afro-Brasileiros nos currículos!
"Sobrevoando" o livro em primeira mão, li alguns artigos (no total são 22), entre os quais destaco os seguintes:
--> SPORT CLUB CRUZEIRO DO SUL e SPORT CLUB GAUCHO: associativismo e visibilidade negra em terras de imigração européia no RS, de Fabrício Gomes e Magna Lima Magalhães.
Conta a história de organização e luta por espaços em uma sociedade pós-escravista, marcada pelo segregacionismo e pela separação até mesmo dos espaços públicos , " onde o negro pisava o branco não frequentava", vivenciando na prática um regime de apartação.
Pois contrariando a história da passividade que a historiografia oficial aponta, o artigo resgata a capacidade organizativa da negritude em busca de afrimação social e identitária, inclusive em "berços" da imigração européia como Novo Hamburgo e Caxias do Sul, cidades onde surgiram as agremiações que dão nome ao artigo.
Associações de voluntariados, culturais, beneficentes, recreativas e esportivas forma várias. Inclusive no futebol, foi fundada a "liga Nacional de Futebol", pejorativamente conhecida como "Liga dos Canelas Pretas". Essa "Liga" é ainda hoje fato marcante na história das duas principais equipes de futebol do RS, gerando polêmicas entre os torcedores "herdeiros" de clubes fundados por alemães (GFBPA) e italianos (SCI). Mas isso é outra história!!!
--> A Cor da Cultura: crianças, televisão e negritude na escola, de Sátira Pereira Machado.
Aqui vemos a experiência do Projeto "A Cor da Cultura" contada a partir de alguns pressupostos que embasama uma abordagem de combate a discriminação, valorização da diversidade, afirmação identitária e respeito à imagem e a cultura da negritude, contribuindo para esse debate tanto na mídia quanto nos espaços escolares.
Porém confesso, que a parte mais interessante do artigo está na introdução, quando a autora discorre sobre a TV e de como os afro-brasileiros e africanos têm sua cultura e sua história retradada e reproduzida pelos meios d ecomunicação hegemônicos.
Além da crítica aos programas infantis que "erotizam" e " consumizam" as crianças desde cedo (veja "Criança: a alma do Negócio"), Sátira, exemplifica alguns programas que escamoteiam o problema racial no Brasil e outros que, de certa forma, reproduzem estereótipos e preconceitos.
Cita inclusive o clássico de Monteiro Lobato, televisionado desde 1964, passando por vários elencos e várias emissoras (TV Tupi, TV Cultura-SP, Tv Bandeirantes e TV Globo). Nas versõe spara a televisão o estereótipo da Tia Nastácia, negra, trabalhadora semi-escrava, apresentada com a "devida" docilidade e subserviência, alvo constante das "mal-criações" da boneca Emília, revelam o traço racista que muitos críticos enxergam em Monteiro Lobato. Importante leitura, sobretudo pela necessidade ética de revisarmos nossa literatura e nossa produção audiovisual, garantindo um acervo material que valorize a diversidade e problematize as questões raciais, históricas e sociais do Brasil.
Sobre o racismo e Monteiro Lobato, há poucos dias me deparei com o livro "O Presidente Negro" (é rapidinho pra baixar!!) onde podemos verificar um pouco dessas questões e avaliar o autor. É uma boa leitura. Um exercício de futurologia arriscado lá em 1926... tô lendo...
segunda-feira, 23 de março de 2009
É preciso mudar o Homem!
Eu como bom teimoso, adepto convicto da esperança, sempre tive receios com essas versões. Apesar do anunciado “Fim da História” nos anos 90, sempre achei que algo diferente espera por nós, “macacos nus”.
Certa feita, com colegas da faculdade de História e na pujança de uma mesa de bar, começaram de novo as conjecturas. Com aquele tom definitivamente provisório que só uma conversa entre bons amigos e a terceira rodada nos dá, defendíamos que a “salvação” só seria possível se houvesse uma mudança profunda na humanidade. Uma reforma (ou uma revolução) moral, que trouxesse à tona o que d e melhor e mais virtuoso existe na humanidade.
Daí em diante seria fácil cair para teorias místicas ou messiânicas. A tal mudança d e paradigmas morais, desejada nesses termos, poderia soar como um apelo religioso ou um incentivo a soluções intimistas, individuais.
Entretanto, sem perceber, estávamos construindo ou reforçando em nós a importância do ato de educar. Pouco a pouco iríamos perceber que essa mudança passa pela atividade que acabamos escolhendo: a docência. Que como deixa claro o enunciado freireano, não pode tudo sozinha, mas sem ela o mundo não muda também.
O tempo passou.
Alguém deve ter pago a conta e hoje não nos encontramos mais nos bares.
Estamos espalhados por este Rio Grande (Uruguaiana, Itaqui, Porto Alegre, Erechim, Frederico Westphalen...) todos professores, todos educadores procurando fazer a diferença.
Nostalgias à parte, isso me fez lembrar e entender a admiração que construí pela figura do Che. Che Guevara, o revolucionário; o guerrilheiro, mas também Che , o Humanista.Mais do que ninguém, encarnou os valores do Homem Novo e da Mulher Nova como fins e meios da Revolução. Nesse sentido, deu exemplos de vida (e de morte) e personificou grandes e revolucionárias virtudes.
Paulo Freire vai revisitar esse conceito de Homem Novo. A tomada de consciência para Paulo representa a assunção da verdadeira humanidade, perdida e humilhada nos processos de dominação e exploração. Isso dá clara e forte intencionalidade a sua (nossa!) educação como prática de liberdade.
Pelo exposto, mas também por concordar que a história é feita por “homens [e mulheres] corpóreos, com os pés firmemente cravados no chão” (Karl Marx), quero repartir texto de Georges Bourdokan publicado na Caros Amigos nº 144, de março. Vale a pena!


(CLIQUE NAS IMAGENS PARA LER)
Em lembrança àquela mesa lá do início, vamos fazer um brinde aos teimosos e teimosas que insistem em ter esperança!
Dia Mundial da Água (foi ontem!)
Dia Mundial da Água II O 22 de março foi definido pela ONU como Dia Mundial da Água desde 1993. De lá pra cá os debates sobre a sustentabilidade do planeta têm aumentado, apesar de ainda produzirem resultados menores que o necessário.
Como informação para refletir que tal conhecer a DECLARAÇÂO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA?
Declaração Universal dos Direitos da Água
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
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Aqui no Instituto Estadual Paulo Freire algumas atividades coordenadas pela Educadora Giselda Mott marcaram as reflexões sobre a água nos últimos dias. Após os debates em sala e a construção de algum material (textos e cartazes), as turmas socializaram no Salão da escola e nos saguões um pouco dessas discussões.
Um pouco dessas atividades pode ser vista no perfil do orkut do IEPF! Passa lá!
Veja mais fotos!
Pois então, fechando o verão, que tal as “Águas de Março”?
sexta-feira, 20 de março de 2009
Dia Mundial da Água
Como será o cuidado com nossos mananciais ? Qual o papel da sociedade e do poder público no cumprimento da legislação ambiental? Quais as estratégias adequadas para executar com agilidade, qualidade e sustentabilidade as ações de saneamento ambiental?
Essas questões passam pelo marco regulatório nacional e pelo Plano de Manejo de Recursos Hídricos que vier a ser praticado aqui. Nesse momento isso depende de como encaminharemos a futura licitação chamada pelo Executivo para definir a empresa concessionária dos serviços de água e esgoto. O PL 006/09 apresentava os termos em que será publicado o edital futuro. Temos acompanhado essa polêmica aqui pelo SUB e na última terça-feira os 3 vetos encaminhados pelo prefeito Zé Francisco (PSDB) foram votados.
Na postagem abaixo já comentamos os tais vetos (role até lá ou clique aqui).
A análise do relator Kiko Barbará (PMDB) concedeu parecer favorável a dois vetos: o que tratava da indexação do valor da tarifa sempre a menor que os valores praticados pela CORSAN e o segundo que obrigava a Prefeitura a estabelecer subsídios e uma política de tarifa social aos usuários de baixa renda. Com o entendimento de que são matérias de prerrogativa do executivo a Câmara acatou esses vetos, deixando agora nas mãos da tucanada a responsabilidade de apresentarem as garantias de que o custo dos serviços de saneamento e água potável serão mesmo reduzidos. Afinal d eocntas, em sua campanha privatista, declaradamente contra à CORSAN, Zé Francisco, O Prefeito, sempre afirma que os custos serão reduzidos e quem não cumprir isso depois de assumir o contrato será "mandado embora"!
Sobre a tarifa social recai a mesma dúvida. Haverá por parte do governo municipal algum gesto nesse sentido? Ou derrubada a obrigatoriedade - que pode se rproposta pelo próprio Executivo se assim quiser - levará ao fim às já insuficientes políticas de Tarifa Social?
Um veto caiu!
Aquele que falava da autorização legislativa para o reajuste de tarifas. A Câmara avaliou possível e importante manter esse dispositivo, derrubando o veto com 6 votos. (imagino que apenas a bancada do PSDB tenha votado a favor do veto).
Leia a matéria da Câmara Municipal sobre a votação dos vetos no dia 17/03.
Privatização!
Todas essas questões só reforçam o cuidado pedido pelas meninas da 5 A, finalistas do Ensino Médio no Instituto Estadual Paulo Freire: "É preciso abrir o olho com a PRIVATIZAÇÃO!".
*colagem apresentada na sexta-feira 20/03 (vulgo "hoje de manhã")
