quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Cuba e o bloqueio


ONU discute, mas EUA insite em manter bloqueio à Ilha.

Já falamos sobre isso aqui. è um assunto interessante saber como uma pequena ilha do Caribe assusta tanto a ponto de ser vítima do cruel embargo imposto pelo Tio Sam há décadas.

Duas notícias que li hoje destacam a continuidade da ação estadunidense, apesar dos clamores mundiais pelo restabelecimento pleno das relações comerciais, políticas, econômicas e diplomáticas. Leiam abaixo do ADITAL e do OUTRO LADO.

ONU debate bloqueio a Cuba, mas EUA devem continuar desprezando resultados
Natasha Pitts

Amanhã (28), a Assembleia Geral das Nações Unidas se reunirá pelo décimo oitavo ano consecutivo para considerar o projeto de resolução "Necessidade de colocar fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba". A reunião terá a participação do chanceler cubano Bruno Rodríguez.

Mesmo com sucessivas tentativas e com a disposição de Cuba para dialogar e normalizar as relações, segundo análise de Nildo Ouriques, professor do Instituto de Estudos Latino-americanos, com sede em Santa Catarina (região Sul do Brasil), a manutenção ou não do bloqueio é uma decisão que será tomada apenas pelos Estados Unidos.

"Como sempre o bloqueio norte-americano será repreendido e combatido pela ONU. O que provavelmente deve acontecer na reunião é que a ONU vai continuar mantendo as recomendações e os Estados Unidos vão continuar desprezando. O início do bloqueio foi uma decisão unilateral e o encerramento também será", esclarece.

Desde 1991, o embargo vem sendo condenado por uma quantidade cada vez maior de integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 1992, 52 se puseram a favor de Cuba, já em 2008 este número subiu para 185. "O crescimento da quantidade de Estados que apoiam Cuba representa uma compreensão cada vez maior de que a suspensão do bloqueio ao país é importante para a descolonização da América Latina", afirma Nildo.

Em seu texto, o projeto de resolução que será discutido amanhã adverte que ainda continuam a promulgação e aplicação de novas normas que têm como objetivo reforçar e ampliar o bloqueio e demonstra preocupação sobre os efeitos negativos dessas disposições sobre a população cubana e também sobre os cubanos que residem em outros países.

O projeto reafirma também os princípios de igualdade soberana dos Estados, não intervenção e não ingerência em seus assuntos internos e liberdade de comércio e navegação internacionais. O documento relembra ainda as 17 resoluções aprovadas pela Assembléia Geral a cada ano, de 1992 até 2008, e as declarações e acordos de diferentes fóruns intergovernamentais, órgãos e governos em rejeição à promulgação e aplicação de medidas repressoras.

Hoje, as vésperas da reunião, diversos grupos estão organizando mobilizações de apoio a Cuba. No Teatro IFT, na cidade de Buenos Aires, Argentina, a população irá se reunir em torno da manifestação "Todos com Cuba - Não ao Bloqueio" para exigir do presidente americano Barack Obama que seja suspenso de imediato o bloqueio e também para que sejam libertados os cinco antiterroristas cubanos detidos nos Estados Unidos.

Mesmo com a manutenção do bloqueio, a ilha segue com avanços expressivos na educação e na saúde. Em 1958, o índice analfabetismo girava em torno de mais de 20% da população. Com a execução da Campanha Nacional de Alfabetização, em 1961, este número caiu para menos de 3,9%, índice inferior a qualquer outro país da América Latina. Esta redução teve como importante iniciativa o incremento da educação nas zonas rurais. Hoje, Cuba é exemplo para o mundo. Por meio do programa "Yo si Puedo", criado por especialistas cubanos, foi possível alfabetizar 3,2 milhões de pessoas em 28 países.

Também na área da saúde a ilha merece destaque. Com o desenvolvimento da "Operação Milagre", em julho de 2004, mais de um milhão de pessoas foram submetidas a cirurgias para recobrar a visão. Diversos profissionais de saúde de 51 clínicas oftalmológicas percorrem, além de Cuba, a Venezuela e diversos outros continentes para chegar à cifra de 1.197.200 pessoas beneficiadas em 32 países.

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Bloqueio impede beisebol cubano de receber US$ 1 milhão

Cuba não pode cobrar a parte que cabe ao país por sua participação no II Clássico Mundial de Beisebol, realizado nos Estados Unidos, devido ao bloqueio, afirmou Tomás Herrera, dirigente do Instituto de Deportes (INDER).

“Ainda não repassaram o dinheiro à equipe cubana por participar do evento”, explicou. Ele disse não saber o montante mas que, segundo as normas do evento, Cuba deveria cobrar 300.000 dólares por estar presente na primeira fase (50% para os jogadores e o restante para a Federação); outros 300.000 por liderar seu grupo, e 400.000 por competir na segunda fase, o que soma um milhão de dólares.

“No entanto, não foi dado o estímulo correspondente a nossos rapazes”, apesar de o torneio ter sido realizado em março, disse Herrera.

No primeiro Clássico de beisebol, cabia a Cuba 7% do lucro do campeonato por ter ficado em segundo lugar, mas ante a impossibilidade de cobrar, devido ao embargo, o governo de Havana decidiu doar o dinheiro para as vítimas do furacão Katrina nos Estados Unidos.

As medidas restritivas em vigor desde 1962 incidem, também, com força, sobre o desporte e seu desenvolvimento, com a impossibilidade de importar implementos, e a necessidade de recorrer a outros mercados como China, com o frete triplicando os custos.

A velocista aposentada Ana Fidelia Quirot, subcampeã olímpica e rainha mundial, disse que “entre 2002 e 2009, os Estados Unidos negaram vistos a 32 delegações cubanas e a 117 pessoas, entre treinadores, esportistas e pessoal técnico”.

Com agências

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ficção, delírio ou cinismo...

Não deixe de ler...

"Na ficção que tenta vender à população, a governadora diz que apóia as investigações. Na vida real, sua base parlamentar trabalhou (e trabalha) para impedir qualquer investigação. Na vida real também, Yeda procura posar de vítima, apoiada por uma pesada operação publicitária que despeja milhões de reais nos meios de comunicação do Rio Grande do Sul. Operação esta, aliás, já questionada pelo Tribunal de Contas." do RS Urgente. Leia na íntegra clicando AQUI !

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Impeachment ainda virá...

Confira como votaram os deputados e deputadas sobre a abaertura das invesigações que poderiam levar (levariam!) ao Impeachment de YEDA! Cada um que se explique...



Nota do deputado Marcon afirma que "Impeachment de Yeda virá das urnas".

Tomara, companheiro! Tomara!

O deputado Marcon (PT) lamenta que a base do governo Yeda (PMDB,PSDB,PP,PTB,PPS) tenha rejeitado, por 30 votos a 17, o pedido de impeachment da governadora Yeda Crusius na Assembleia Legislativa, apresentado pelo Fórum dos Servidores. As bancadas do PT, PCdoB, PSB e DEM votaram pela continuidade do processo. E o PDT votou dividido: dos cinco integrantes presentes, dois votaram pelo arquivamento. Para Marcon, o verdadeiro impeachment da governadora e dos deputados que votaram pelo engavetamento do processo virá das urnas, no dia 03 de outubro de 2010.


A oposição apresentou voto em separado (espécie de relatório paralelo), defendendo a continuidade do processo. A justificativa é de que “por ação ou omissão em atos de corrupção e omissão diante da prática de diversos atos ilegais de seus subordinados, a governadora adotou uma conduta incompatível com a dignidade, honra e decoro do cargo, o que constitui crime de responsabilidade”.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Quem pagou a conta de FHC?

“QUEM PAGOU A CONTA?” Obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders .(editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro)
Este livro foi lançado no Brasil em fins de 2007, início de 2008. Ganhou certa repercussão logo após seu lançamento, mas acho que menos do que deveria;afinal de ocntas, trata-se de FHC, o príncipe... recomendo a leitura!
Abaixo algumas sinopses e repercussões que estão pela rede...

Assunto: LIVRO BOMBA ACUSA FHC


Nunca engoli essa história de Fernando Henrique exilado. Não me passava pela cabeça que um filho de um graduado militar do exército (General) viesse a ser exilado. Exilado para o Chile, onde outra ditadura militar governava? Porque não teve o destino dos outros exilados, tal como: Cuba, União Soviética etc? Isto sempre me cheirou mal. Hoje tenho absoluta convicção que ele sempre esteve a serviço de interesses outros que não os do Brasil. Vou providenciar a compra imediata desse livro, com certeza.



É SEMPRE BOM LEMBRAR O QUE FEZ O FHC NA PRESIDÊNCIA!!! FHC enterrou o sonho de todo brasileiro da minha geração. O "maior estadista do mundo" foi apenas, e tão somente, leiloeiro do Brasil no pós guerra fria, o cara que entregou o controle de nossa economia ao Império Anglo-saxão. DEVEMOS LER ESTE LIVRO!!! OBRA DE UMA PESQUISADORA INGLESA Abaixo, informe do jornal Correio do Brasil sobre um livro recém editado por uma pesquisadora inglesa que abre algumas caixas pretas das ligações entre o alto tucanato e a CIA.
LIVRO BOMBA ACUSA FHC DE RECEBER MILHÕES DE DÓLARES DA CIA !


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Mal chegou às livrarias e Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura já se transformou na gazua que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam.

A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: Quem "pagava a conta" era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação culturale ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002. O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa. "Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: "Consistente e fascinante" (The Washington Post). "Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA" (Spectator). "Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente" (The Times).


DINHEIRO DA CIA PARA FHC "Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap". Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro "Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível", da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O "inverno do ano de 1969" era fevereiro de 69.


FUNDAÇÃO FORD Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.


AGENTE DA CIA Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos. Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma "personalidade internacional" e passou a dar "aulas" e fazer "conferências" em universidades norte-americanas e européias. Era "um homem da Fundação Ford". E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.


MILHÕES DE DÓLARES 1 - "A Fundação Farfield era uma fundação da CIA... As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos... permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas" (pág. 153). 2 - "O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça..." (pág. 152). "A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria" (pág. 443). 3 - "A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares... Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos... com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos" (pág. 147).


FHC FACINHO 4 - "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123). 5 - "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119). 6 - "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.
Aqui podes conferir trecho de entrevista com a autora.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dia 15 d eOUTUBRO

Ontem, feriado em algumas escolas. mas não em todas. Eu, por exemplo, tive seis períodos ontem, mas tudo bem... Foi um dia de cumprimentos, alguns singelos, outros nem tanto...

Sempre é bom lembrar Paulo Freire:
(Imagem recortada da mesnagem envada pela deputada Stela Farias-PT)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Nita Freire e as escolas itnerantes



A educadora Ana Maria Araújo Freire, a Nita Freire, viúva do pedagogo Paulo Freire esteve no dia 13 em Porto Alegre presente na aula pública das Escolas Itinerantes do MST, em frente ao Palácio Piratini. Nita Freire repudiou a ação “inconstitucional e vil” do governo do Estado e de parte da justiça de impedir que as crianças acampadas, filhos de agricultores sem-terra, não terem o direito de estudar nas escolas itinerantes, que já existem há 12 anos no RS e serviram de exemplo a outros estados. A pedagoga estava acompanhada do presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia, deputado Dionilso Marcon (PT), do deputado Estadual Raul Pont, da deputada Estadual Marisa Formolo, e da presidente do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), Rejane de Oliveira. A escola itinerante é legal e cumpre normas do Conselho Estadual de Educação (Ceed), da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e da legislação das escolas no campo.

O MST denuncia que desde o início do ano, governo estadual e o Ministério Público Estadual (MPE) assinaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) em que decidiram fechar, sem consultar os pais, as escolas itinerantes. Desde então, o governo estadual não cumpriu com o que foi firmado no TAC, que é garantir transporte público às crianças nos municípios em que há acampamentos. É o que ocorre hoje em São Gabriel, em que 400 crianças assentadas e acampadas estão sem estudar desde o início do ano.

A atividade faz parte da Jornada de Lutas dos Sem Terrinhas que ocorre em todo país nesta semana.

Jornalista Responsável: Kiko Machado – MTBRS 9510