quinta-feira, 11 de junho de 2009

Os motivos de Mariza!

A Secretaria de Educação do RS está fazendo um movimento de apresentação de "propostas" para mudanças no Plano de Carreira dos Servidores Públicos. Isso já faz algum tempo que repercute na mídia.
Lembro bem que, no ano passado, como candidato à direção do 21º núcleo, falava muito sobre isso. A própria ZH havia feito uma matéria no início de 2008 onde aparecia o seguinte enunciado: "Governo elege Magistério como inimigo número 1 !".

O que esperar de um governo que deixa para a sociedade essa idéia de conflito permanente e inconciliável com o funcionalismo?

Na verdade essa e outras tantas declarações e entrelinhas do (des)governo TUCANO apenas escancaram o que alguns insistem em não querer ver: o caráter ideológico do desmonte do Estado, o déficit zero através do Estado Mínimo, o descaso com as políticas sociais e o aparelhamento do Piratini a serviço de empresários e financiadores da direita (vide a questão do "socorro" à fumageira multinacional e a assimetria com os colonos atingidos pelo mesmo problema).

Agora estão fazendo sessões de vídeos com cerca de duas horas e meia de um longa metragem estrelado por Mariza Abreu (secretária de Educação) e a turma da Agenda 2020!

Tentam forjar um espaço de debate quando na verdade o jogo de cartas marcadas está pronto! O Projeto é do arrocho; da retirada de direitos - chamados oficialmente de "penduricalhos" - ; da insegurança previdenciária; de uma falsa valorização dos que recebem menos para achatar os salários da categoria com um todo.

Questionadas sobre a participação das escolas e da sociedade - tão alardeada mas pouco concreta - apenas recebemos, das colegas da CRE, referências de que algumas escolas serão "escolhidas" (sic) para uma amostragem; - provavelmente dentro dos padrões científicos de Stanford!

Afirmaram que as direções de escola já haviam visto aquela proposta e fizeram alterações. Isso na tentativa de passar a idéia de que o debate até agora contou com o consentimento das direções de escolas. Mas alto lá! Eu estou nesta função; sou diretor de escola! Estive na reunião regional de APRESENTAÇÃO das tais propostas e elas estão RIGOROSAMENTE IGUAIS ao que nos foi apresentado! Além de que, ao final da reunião com as direções, passou um questionário que pouco levava à intervenção de qualquer elemento do "plano" proposto! Então não dá para engolir essa idéia de aprovação pela categoria!
Tentam segmentar, dividir para fazer um jogo de empurra!

Dá raiva!
Entre tantas coisas que me escapam nessa rápida desabafada, lembro da Mariza usando trechos bem selecionados (para ela!) de textos legais, como a Resolução do CNE que fala sobre as diretrizes para os Planos de Carreira, dando referências do movimento sindical para buscar uma falsa legitimidade com a categoria. Dizia: "essa relatora era representante da CNTE; essa opinião é da presidente da APEOSP", tentando encontrar apoio para algumas atrocidades!

O mais cômico foi a citação à lei do Piso Salarial Profissional Nacional (Lei 11.738/08) , feita com a apresentação de um artigo, lido rapidamente até bater numa vírgula e retirado da tela mais rapidamente! O artigo falava da necessidade de readequação/criação dos Planos de Carreira até dezembro de 2009, indicada pelo Governo Federal . Isso basta para explicar a pressa com que querem fazer essa mexida toda, não é?
Mas a sequência do texto restringia essa adequação com prazo determinado apenas aquilo que é necessário para a implementação do PSPN, ou seja, a todas as outras questões não há a imposiçaõ dessa celeridade e desse atropelo.

Mas sabemos que há um outro motivo acelerando o passo da TUCANADA nessa história. Reproduzo trecho da Sineta de junho que considero esclarecedor sobre os motivos de Mariza:
"De acordo com o contrato {do Banco Mundial com o Governo YEDA} a segunda parcela do empréstimo, no valor de U$ 450 milhões, será liberada até 31 de janeiro de 2010 com o compromisso do "ajuste fiscal". Tal ajuste consiste, entre outras coisas, em :
2. Redução da folha de pagamento, com comprometimento da receita corrente líquida na casa de 66% em 2008, e de 65% em 2009;
4. Criação de fundos complementares de previdência e reforma no sistema de aposentadoria dos servidores;
6. Política de recursos humanos através de mudanças nas carreiras dos servidores.
No contrato, todas as cláusulas de compromisso do Estado estão submetidas ao “juízo satisfatório do Banco Mundial”. Não deixa de ser interessante constatar que o monitoramento que o Banco Mundial fará as ações do programa de ajuste é chamado de “troca de opiniões”, o que é uma ironia diante do poder de intervenção na gestão do Estado que o Banco recebeu como contrapartida do financiamento.
Isso demonstra que as propostas do governo de mudanças nos planos de carreira, as tentativas de mudar o regime de previdência dos servidores e a ausência de reajustes salariais – tudo destinado a conter gastos com pessoal - são produtos de uma concepção política e ideológica. O acordo do governo Yeda com o Banco Mundial é regido pela lógica do estado mínimo, que se caracteriza pela redução na prestação de serviços públicos, na perseguição e no controle, enfim, na falta de democracia."
E então?

terça-feira, 9 de junho de 2009

Desde o dia 02 de junho está no ar o Blog da Petrobrás FATOS E DADOS. Fui levado até lá através de comentários de uma nota da ANJ (Associação Nacional de Jornalistas), onde criticavam a iniciativa da empresa por ser uma (sic) "canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas". Estranho, não?!?!



Pois a iniciativa de um blog sempre é o diálogo, a difusão de idéias, informações ... e alguém representando o jornalismo afirma que o blog (que está no ar, para todo mundo que puder acessar,) é algo contrário à ação jornalística?


Pois o blog fala por si só, informa muito bem e desmascara a imprensa golpista que ficou furiosa mesmo é pela dificuldade que terá em esconder e manipular informações , fato tão corriqueiro quanto eficiente no nosso Brasil ainda hoje! E se os donso da imprensa gorda ficaram furiosos é porque realmente algo bom tem por lá!


O Blog já é fenômeno na rede, com cerca de 160mil IP's em 8 dias! (agora mesmo, em cerca de meia-hora , aproxiamdamente 2 mil novos acessos foram registrados!)

Leia mais sobre o Blog e a polêmica com a ANJ:

Júlio Garcia - PIG vai à loucura

Vi o mundo (LCA) - Como Júlio César Mesquita mente

Dialógico - Carta Aberta

Sinais de fumaça...

Que a coisa tá pegando fogo o CPERS já avisou faz tempo! Mas agora o Governo Yeda quer mesmo é fazer fumaça... Quem nos faz o recorte da informação é o professor Aládio Kotowski, diretor de núcleo do CPERS. Dá uma conferida !

Yeda dá R$ 150 milhões de incentivo à multinacional fumageira (E para os colonos, só R$ 20mi?)

O economista Clóvis Panzarini, coordenador tributário da Secretaria da Fazenda de São Paulo por oito anos, nos governos de Mário Covas e Geraldo Alckmin, afirma que o incentivo de R$ 150 milhões para um negócio de 250 empregos não é um bom negócio para as finanças públicas. "Cada emprego custou R$ 600 mil. Com esse dinheiro, você poderia pagar R$ 1.300 por mês para um professor por 35 anos. E ele daria aula, 'não fabricaria cigarro'", declara.

O também economista Roberto Iglesias, um dos poucos no Brasil que estuda a indústria do cigarro, com trabalhos publicados pelo Banco Mundial, critica a atitude do governo gaúcho. "É vergonhoso dar R$ 150 milhões para uma empreendimento que gera 250 empregos. Qualquer que seja o ponto de vista que se olhe, isso não faz sentido", diz.

O incentivo à indústria do cigarro 'contraria recomendações da Organização Mundial da Saúde' e da Convenção Quadro, o primeiro tratado internacional na área da saúde, de acordo com Tânia Cavalcanti, que coordena a área de controle de tabagismo do Instituto Nacional de Câncer. Um estudo do Banco Mundial mostra que a política de incentivos é ilusória.

O governo arrecada mais impostos a curto prazo, mas no longo prazo as mais de 50 doenças causadas pelo tabaco custam mais do que o valor arrecadado. Segundo o estudo, para cada dólar arrecadado, o governo gasta US$ 1,5 com o tratamento de doenças.(DG)

domingo, 31 de maio de 2009

Debate do Pensamento freireano

Manhã chuvosa e fria. 30 de maio de 2009. Rumamos ao Alegrete. (clica na imagem para ver melhor)
Respondendo ao convite feito pela Secretaria Municipal de Educação do município vizinho, nosso Instituto Estadual Paulo Freire participou da 1ª Semana Municipal Debates do Pensamento Freireano.

O evento foi lançado no domingo, dia 24 de maio, com um ato na Rua que leva o nome do educador pernambucano, numa comunidade do Alegrete. Entre a comunidade alegretense, educadores e educandos, a vice-prefeita Preta Mulazzani e o Secretário Municipal de Educação e Cultura Professor Jorge Sitó; deu-se a abertura do evento, com os olhos voltados para a utopia possível e os pés firmemente repousados sobre a Rua Paulo Freire.

A semana foi movimentada pleas oficinas e pelos painéis e debates de quinta a sábado. A Câmara Municipal recebu a organização da "Semana", juntamente com um dos palestrantes; o professor Danilo.
clica na imagem para ver a nota do portal da CM de AlegreteNossa ida até lá estava inserida no Seminário de encerramento da Semana. A programação dos debates foi a seguinte:
28/05 - Pensamento Freireano entre a Modernidade e Pós-Modernidade com o professor Danilo Streck
29/05 - Educação Popular na Escola Pública -com os professores Balduino Andreola e Luiz Gilberto
30/05 - Concepções e Práticas - relato da experiência e proposta de escola com o Instituto Estadual Paulo Freire(Uruguaiana-RS)

*************

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Brasil - Os dez estragos de FHC na Petrobras

do site Adital -

Fernando Leite Siqueira, selecionou dez estragos produzidos pelo Governo FHC no Sistema Petrobrás, que seguem:
1993 - Como ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás previsto para o ano de 1994, sem nenhuma fundamentação ou justificativa técnica. Ele teria inviabilizado a empresa se não tivesse estourado o escândalo do orçamento, envolvendo vários parlamentares apelidados de ‘anões do orçamento’, no Congresso Nacional, assunto que desviou a atenção do País, fazendo com que se esquecessem da Petrobrás. Todavia isto causou um atraso de cerca de 6 meses na programação da empresa, que teve de mobilizar as suas melhores equipes para rever e repriorizar os projetos integrantes daquele orçamento;
1994 - ainda como ministro da Fazenda, com a ajuda do diretor do Departamento Nacional dos Combustíveis, manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve aumentos mensais na sua parcela dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras derivados teve aumentos de 32%, acima da inflação, nas suas parcelas.
Isto significou uma transferência anual, permanente, de cerca de US$ 3 bilhões do faturamento da Petrobrás, para o cartel dessas distribuidoras.
A forma de fazer isto foi através dos 2 aumentos mensais que eram concedidos aos derivados, pelo fato de a Petrobrás comprar o petróleo em dólares, no exterior, e vender no mercado em moeda nacional. Havia uma inflação alta e uma desvalorização diária da nossa moeda. Os dois aumentos repunham parte das perdas que a Petrobrás sofria devido a essa desvalorização.
Mais incrível: a Petrobrás vendia os derivados para o cartel e este, além de pagá-la só 30 a 50 dias depois, ainda aplicava esses valores e o valor dos tributos retidos para posterior repasse ao tesouro no mercado financeiro, obtendo daí vultosos ganhos financeiros em face da inflação galopante então presente. Quando o plano Real começou a ser implantado com o objetivo de acabar com a inflação, o cartel reivindicou uma parcela maior nos aumentos porque iria perder aquele duplo e absurdo lucro.
1995 - Em fevereiro, já como presidente, FHC proibiu a ida de funcionários de estatais ao Congresso Nacional para prestar informações aos parlamentares e ajudá-los a exercer seus mandatos com respaldo de informações corretas. Assim, os parlamentares ficaram reféns das manipulações da imprensa comprometida. As informações dadas aos parlamentares no governo de Itamar Franco, como dito acima, haviam impedido a revisão com um claro viés neoliberal da Constituição Federal.
Emitiu um decreto, 1403/95 que instituía um órgão de inteligência, o SIAL, Serviço de Informação e apoio Legislativo, com o objetivo de espionar os funcionários de estatais que fossem a Brasília falar com parlamentares. Se descobertos, seriam demitidos.
Assim, tendo tempo para me aposentar, solicitei a aposentadoria e fui para Brasília por conta da Associação. Tendo recursos bem menores que a Petrobrás (que, no governo Itamar Franco enviava 15 empregados semanalmente ao Congresso), eu só podia levar mais um aposentado para ajudar no contato com os parlamentares. Um dos nossos dirigentes, Argemiro Pertence, mudou-se para Brasília, às suas expensas, para ajudar nesse trabalho;
Também em 1995, FHC deflagrou o contrato e a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobrás assinou em sua história. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 projetos de hidrelétricas em diversas fases, para tornar o gasoduto irreversível. Este fato, mais tarde, acarretaria o `apagão` no setor elétrico brasileiro.
As empresas estrangeiras, comandadas pela Enron e Repsol, donas das reservas de gás naquele país só tinham como mercado o Brasil. Mas a construção do gasoduto era economicamente inviável. A taxa de retorno era de 10% ao ano, enquanto o custo financeiro era de 12% ao ano. Por isto pressionaram o Governo a determinar que Petrobrás assumisse a construção. A empresa foi obrigada a destinar recursos da Bacia de Campos, onde a Taxa de Retorno era de 80%, para investir nesse empreendimento. O contrato foi ruim para o Brasil pelas seguintes razões: mudança da matriz energética para pior, mais suja, ficar dependente de insumo externo dominado por corporações internacionais, com o preço atrelado ao do petróleo e valorada em moeda forte; foi ruim para a Bolívia que só recebia 18% pela entrega de uma de suas últimas riquezas, a mais significativa. Evo Morales elevou essa participação para 80% (a média mundial de participação dos países exportadores é de 84%) e todas as empresas aceitaram de bom grado. E foi péssimo para a Petrobrás que, além de tudo, foi obrigada a assinar uma cláusula de ‘Take or Pay’, ou seja, comprando ou não a quantidade contratada, ela pagaria por ela. Assim, por mais de 10 anos, pagou por cerca de 10 milhões de metros cúbicos sem conseguir vender o gás no mercado nacional.
Em 1995, o governo, faltando com o compromisso assinado com a categoria, levou os petroleiros à greve, com o firme propósito de fragilizar o sindicalismo brasileiro e a sua resistência às privatizações que pretendia fazer. Havia sido assinado um acordo de aumento de salário de 13%, que foi cancelado sob a alegação de que o presidente da Petrobrás não o havia assinado. Mas o acordo foi assinado pelo então Ministro das Minas e Energia, Delcídio Amaral, pelo representante do presidente da Petrobrás e pelo Ministro da Fazenda, Ciro Gomes.
Além disto, o acordo foi assinado a partir de uma proposta apresentada pelo presidente da Petrobrás. Enfim, foi deflagrada a greve, após muita provocação, inclusive do Ministro do TST, Almir Pazzianoto, que disse que os petroleiros estavam sendo feitos de palhaços. FHC reprimiu a greve fortemente, com tropas do exercito nas refinarias, para acirrar os ânimos. Mas deixou as distribuidoras multinacionais de gás e combustíveis sonegarem os produtos, pondo a culpa da escassez deles nos petroleiros. No fim, elas levaram 28% de aumento, enquanto os petroleiros perderam até o aumento de 13% já pactuado e assinado.
Durante a greve, uma viatura da Rede Globo de Televisão foi apreendida nas proximidades de uma refinaria, com explosivos. Provavelmente, pretendendo uma ação sabotagem que objetivava incriminar os petroleiros. No balanço final da greve, que durou mais de 30 dias, o TST estabeleceu uma multa pesada que inviabilizou a luta dos sindicatos. Por ser o segundo maior e mais forte sindicato de trabalhadores brasileiros, esse desfecho arrasador inibiu todos os demais sindicatos do país a lutar por seus direitos. E muito menos por qualquer causa em defesa da Soberania Nacional. Era a estratégia de Fernando Henrique para obter caminho livre e sangrar gravemente o patrimônio brasileiro.
1995 - O mesmo Fernando Henrique comandou o processo de mudança constitucional para efetivar cinco alterações profundas na Constituição Federal de 1988, na sua Ordem Econômica, incluindo a quebra do monopólio Estatal do Petróleo, através de pressões, liberação de emendas dos parlamentares, barganhas e chantagens com os parlamentares (o começo do ‘mensalão’ - compra de votos de parlamentares com dinheiro desviado do erário público). Manteve o presidente da Petrobrás, Joel Rennó que, no governo Itamar Franco, chegou a fazer carta ao Congresso Nacional defendendo a manutenção do monopólio estatal do petróleo, mas que, no governo FHC, passou a defensor empedernido da sua quebra.
AS CINCO MUDANÇAS CONSTITUCIONAIS PROMOVIDAS POR FHC:
1) Mudou o conceito de empresa nacional. A Constituição de 1988 havia estabelecido uma distinção entre empresa brasileira de capital nacional e empresa brasileira de capital estrangeiro. As empresas de capital estrangeiro só poderiam explorar o subsolo brasileiro (minérios) com até 49% das ações das companhias mineradoras. A mudança enquadrou todas as empresas como brasileiras. A partir dessa mudança, as estrangeiras passaram a poder possuir 100% das ações. Ou seja, foi escancarado o subsolo brasileiro para as multinacionais, muito mais poderosas financeiramente do que as empresas nacionais. A Companhia Brasileira de Recursos Minerais havia estimado o patrimônio de minérios estratégicos brasileiros em US$ 13 trilhões. Apenas a companhia Vale do Rio Doce detinha direitos minerários de US$ 3 trilhões. FHC vendeu essa companhia por um valor inferior a que um milésimo do valor real estimado.
2) Quebrou o monopólio da navegação de cabotagem, permitindo que navios estrangeiros navegassem pelos rios brasileiros, transportando os minérios sem qualquer controle;
3) Quebrou o monopólio das telecomunicações, para privatizar a Telebrás por um preço abaixo da metade do que havia gastado na sua melhoria nos últimos 3 anos, ao prepará-la para ser desnacionalizada. Recebeu pagamento em títulos podres e privatizou um sistema estratégico de transmissão de informações. Desmontou o Centro de Pesquisas da empresa e abortou vários projetos estratégicos em andamento como capacitor ótico, fibra ótica e TV digital;
4) Quebrou o monopólio do gás canalizado e entregou a distribuição a empresas estrangeiras. Um exemplo é a estratégica Companhia de Gás de São Paulo, a COMGÁS, que foi vendida a preço vil para a British Gas e para a Shell. Não deixou a Petrobrás participar do leilão através da sua empresa distribuidora. Mais tarde, abriu parte do gasoduto Bolívia-Brasil para essa empresa e para a Enron, com ambas pagando menos da metade da tarifa paga pela Petrobrás, uma tarifa baseada na construção do Gasoduto, enquanto que as outras pagam uma tarifa baseada na taxa de ampliação.
5) Quebrou o Monopólio Estatal do Petróleo, através de uma emenda à Constituição de 1988, retirando o parágrafo primeiro, elaborado pelo diretor da AEPET, Guaracy Correa Porto, que estudava direito e contou com a ajuda de seus professores na elaboração. O parágrafo extinto era um salvaguarda que impedia que o governo cedesse o petróleo como garantia da dívida externa do Brasil. FHC substituiu esse parágrafo por outro, permitindo que as atividades de exploração, produção, transporte, refino e importação fossem feitas por empresas estatais ou privadas. Ou seja, o monopólio poderia ser executado por várias empresas, mormente pelo cartel internacional;
1996 - Fernando Henrique enviou o Projeto de Lei que, sob as mesmas manobras citadas, se transformou na Lei 9478/97. Esta Lei contem artigos conflitantes entre si e com a Constituição Brasileira. Os artigos 3º, 4º e 21, seguindo a Constituição, estabelecem que as jazidas de petróleo e o produto da sua lavra, em todo o território Nacional (parte terrestre e marítima, incluído o mar territorial de 200 milhas e a zona economicamente exclusiva) pertencem à União Federal. Ocorre que, pelo seu artigo 26 -- fruto da atuação do lobby sobre uma brecha deixada pelo Projeto de Lei de FHC -- efetivou a quebra do Monopólio, ferindo os artigos acima citados, além do artigo 177 da Constituição Federal que, embora alterada, manteve o monopólio da União sobre o petróleo. Esse artigo 26 confere a propriedade do petróleo a quem o produzir.
* Associação dos Engenheiros da Petrobras


--> E hoje a tucanalha quer CPI para investigar os ataques que Lula cometeu à Política de Desestatização !!!!!!!! Tem coisa que não dá pra engolir mesmo!!!!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Yeda vai cair...

Quando as denúncias apareceram e até na Veja divulgaram as tucanagens de Yeda eu passei a usar um tag para algumas subversões: o Yeda vai cair.

Afinal de contas, por muito menos já se degolou aqui nesse estado e, pelo jeito que a coisa vai, nõ haverá outro destino para Yeda mesmo...
Só que não era bem isso que eu pensava:Leia a comédia completa, devidamente registrada pela abelhinha


Na legenda desta foto, um destaque ao "bom humor" da Governadora
- ela brincou "bem que eu estava ouvindo uns barulhinhos!"
Que espirituosa!!!!!!!!!!


ENIGMA: fritaram de novo o RS Urgente????